domingo, 11 de julho de 2010

Descaminhos

Nos descaminhos de meu súbito aconchego
sinto a ternura esvaindo-se e o amor perecendo
sendo levado para longe,
descortinando as janelas de meu peito
que aperta,
na pequenez emudecida de um amor latente.

Angústia dos que se dão à verdade,
despretensiosos da vaidade
mas sempre são furtados pelos fatos sinceros
Surgidos em meio à um universo
que lançam flechas de curare no epicentro do meu coração

Onde vais que não me encontra?
O que procura tão escondido?

Vai
sê sempre o mesmo,
sempre outro

E sempre volta

Volta com esse sorriso largo
sem pesares no peito
inundando os recônditos de minha alma
com a mais primária alegria

Tê.

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