domingo, 11 de julho de 2010

Traçado de Oxumaré

Traço
descalça
meus passos

Uma dor
me espera na esquina
desse outono

Tropeço,
estabanada
como de costume

Ainda no chão

Lenta,
como de costume

Espio ao redor

Cacos
fatos
acordos tácitos quebrados

Essa é a visão
que me chega
no dia de Oxumaré

Traz consigo a dualidade,
o movimento,
o girar incessante da vida

Oxumaré inspira
a perpétua renovação

Desfaço
laço a laço
os nós atados

Dentro de mim
quilômetros de nós,
tecidos fio a fio
com afeto, doçura e amor

Dentro de ti...
um universo
a descobrir

Tê.

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